sexta-feira, 8 de abril de 2011

Opinião


Pensei muito antes de escrever esse post sobre a tragédia que aconteceu ontem no Rio de Janeiro e nem preciso dizer qual foi, já que a mídia faz questão de explorar todos os lados dessa notícia.

Um dia depois do acontecido, os pseudo-especialistas no assunto se multiplicam rapidamente nos sites, blogs, redes sociais, pontos de ônibus, fila do banco, etc. Cada um tem sua avaliação crítica e fundamentada em horas de filmes de ação e suspense para explicar o que houve.

Alguns defendem o assassino, outros o matam pela segunda vez. Ou terceira... Talvez esse rapaz já estivesse morto por dentro, com seus dilemas e fantasmas assombrando sua mente.

Não vou negar, fiquei e estou triste com tamanha tragédia, não há como não se sentir tocado. Fiquei chocada com a frieza do rapaz para cometer tal atrocidade, mas sinceramente, não fiquei surpresa. Alguns meios exploram o ineditismo do crime, comum em países como os EUA. Minha ausência de surpresa é simplesmente por acreditar piamente que o ser humano é capaz de absolutamente tudo, sem exceções.

Em tempos onde o bullying é tão discutido, muitos analisam se não estamos produzindo assassinos em massa nas salas de aula de escolas e faculdades, nos ambientes de trabalho, nas redes sociais...
Não tenho o que dizer sobre esse rapaz...Ele tinha motivos, que na visão dele, eram plausíveis. Aliás, todos nós agimos crendo que nossos motivos são mais fortes e justificam tudo, sempre!

Quem sou eu para condená-lo? Foi um criminoso? Sim, foi e continuará sendo, mesmo morto. 

Mas enquanto milhares discutem inutilmente as razões pelas quais ele fez isso e em que cantinho do inferno ele deveria arder, mais pessoas como ele estão alimentando o ódio e a sede de vingança nos lugares mais inusitados que se possa imaginar.

Antes de saírmos apontando os defeitos alheios, criticando-as, ofendendo, condenando, devíamos nos olhar por um segundo no espelho chamado consciência e analisar primordialmente as nossas atitudes. 

Lição de moral? Não... Apenas a verdade que preferimos não ver.

A intenção desse post foi apenas de expressar um único sentimento, facilmente retratado nessa frase de Willian Shakespeare:



"Choramos ao nascer por que chegamos 
a esse imenso cenário de dementes."

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Fé somente em Deus, o único em que ainda acredito, e peço a ele que dê consolo as pessoas que perderam seus filhos e os dê força para continuar vivendo.

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