quarta-feira, 4 de abril de 2012

#CineRabisco: Especial Chocolate

Ninguém sabe exatamente quem inventou o chocolate, mas a história relata que o alimento, feito com base na amêndoa fermentada e torrada do cacau, tem origem nas civilizações pré-colombianas da América Central. Para ficar do jeitinho que o conhecemos atualmente, ele certamente passou por inúmeros processos que aperfeiçoassem desde o fruto até a técnica de produção. Encontrado de diferentes formas que agrade a todos os paladares, é algo tão delicioso que se torna viciante para seus amantes. \o

Alerta de post gigante.

O danado do chocolate é tão irresistível que já foi protagonista de produções na TV e no cinema diversas vezes. Vamos ver?

1 - A Fantástica Fábrica de Chocolate (meu preferido!)

Você provavelmente já deve ter visto esse filme ou, no mínimo, ouviu falar dele. O que talvez não saiba é que de tão bonita e envolvente, a história teve duas versões no cinema, ambas baseadas no livro de Roald Dahl, escrito em 1964. A primeira versão (Willy Wonka and the Chocolate Factory) de 1971, tinha  Gene Wilder  como dono da fábrica, com seu jeito misterioso e debochado. 




Exibido inúmeras vezes no Cinema em Casa do SBT, deixou de ser veiculado há alguns anos, provavelmente porque a versão de 2005 (Charlie and The Chocolate Factorytem mais apelo visual perante o público, tanto pelos efeitos especiais quanto pela participação do versátil Johnny Depp incorporando Willy Wonka, além da direção aclamada de Tim Burton. 




O enredo da obra fala da competição criada por Willy Wonka, que busca um herdeiro para sua fábrica, já que não se relaciona com a família. Charlie, garoto pobre e de bom coração,  é um dos cinco escolhidos para competir pelo prêmio, onde os os participantes e seus acompanhantes se aventuram por um mundo incrivelmente maluco nas dependências da fábrica. A moral da história se baseia na valorização dos princípios éticos e do amor e respeito à família.

Eu particularmente gosto muito da primeira versão, justamente pela precariedade de artifícios tecnológicos da época e que permitia maior exploração nos figurinos e cenários. Com tantos efeitos especiais na história mais recente do cinema, tudo parece ser mais fácil de ser representado, seja lá qual for a dimensão da ideia.

2 - Chocolate

Outro exemplo de filme interessante, que era exibido com frequencia no SBT, quando o Cine Belas Artes ainda tinha filmes que faziam jus ao nome da sessão.


Juliette Binoche interpreta Vianne Rocher, uma jovem mãe solteira que se muda com sua filha pequena para uma cidade rural da França, onde abre uma chocolateria em frente a igreja do local. Não vista com bons olhos pelos moradores por conta do seu comportamento ateu, alegre e simpático, em um lugar conservador onde todos aparentam estarem insatisfeitos com suas próprias vidas, a história se divide entre como ela conquista as pessoas e transforma suas vidas através do chocolate e as contantes brigas com o prefeito da cidade, que reprova sua presença. 

Com uma receita específica para cada caso de insatisfação, o sabor do chocolate altera o humor e sentimentos de quem o prova, fazendo idosos se comportarem com o vigor adolescente e casais se apaixonarem novamente depois de longos anos juntos. O filme conta ainda com a participação de Judi Dench e Johnny Depp, no papel do forasteiro magia que conquista o coração de Vianne. 


Com um enredo doce sem ser enjoativo, Chocolate foi lançado em 2000 e recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro nas principais categorias, entre elas Melhor Filme, Melhor Atriz e Trilha Sonora, sem levar nenhum prêmio. E precisava? Adoro esse filme pela sensibilidade que trata as relações humanas e solução simples que Vianne utiliza para ajudar as pessoas a encontrarem o sabor da vida novamente.



3 - Românticos Anônimos




Produção belgo-francesa do ano de 2011, o filme conta uma engraçada e desconcertante história sobre um homem e uma mulher que sofrem do mesmo mal: a timidez crônica. 

Angélique (Isabelle Carré) é uma solitária especialista em chocolates que busca emprego na pequena fábrica de Jean-René (Benoît Poelvoorde), que está à beira da falência. Ironicamente, a paixão pelo chocolate os aproxima, fazendo com que se apaixonem, contudo, enfrentar o mal que os acometem não é tão fácil e esse sentimento pode desandar antes mesmo de ser expresso. Retratando os personagens e seus dilemas sem explorar suas limitações de forma grosseira, o filme consegue ser mais cômico do que dramático, adoçando os sentidos do telespectador na medida certa.


Ahh... chocolate! 

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